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Shi

Girando em Roma| Visita ao Colosseum

Shi, 08.07.19

Fizemos uma longa pausa na saga "Girando em Roma" mas existe uma razão mega forte para a demora. Estar em Roma fez-me ficar completamente apaixonada pela capital italiana e por isso tenho tanta informação que quero partilhar convosco que não pode ser em meia dúzia de palavras. 

 

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Roma é um encanto porque cada recanto é maravilhosamente histórico. Não há como ficar indiferente a cada passo que dão porque é mesmo uma cidade recheada de preciosidades. O melhor conselho que vos deixo (em qualquer que seja a cidade), façam o próprio roteiro dos sítios que não querem perder mas saberão que em Roma em cada passo que dão descobrem algo que não estava nos vossos planos. 

 

Como hoje o blog está de parabéns por ter completado 3 anos de vida, o post é dedicado ao dia em que os livros de história saltaram para a realidade! 

 

O Coliseu provocou-nos um arrepio pela espinha por toda a grandiosidade que é! Já sabíamos que era um monumento grandioso tanto a nível histórico como arquitetónico mas contempla-lo na vida é qualquer coisa de espetacular. 

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Começou a ser construído por volta de 70 a 72 a.C a mando do imperador Vespasiano com a intenção de ser o símbolo de diversão do povo romano. Construído com a utilização de cimento, areia, pedra, tijolo, mármore travertino e ladrinho, o Coliseu ergueu-se com cerca de 45 metros de altura e capacidade para 50 a 80 mil pessoas.  

 

Inicialmente, possuía três andares, cada um dedicado a um estilo de coluna grega (ordem do piso térreo para último, dórica, jónica e coríntia) e posteriormente  foi adicionado outro andar. Cada piso teria cerca de 80 arcos com 7 metros de altura. Também cada fachada tinha centenas de estátuas de bronze... 

 

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Acredita-se que o nome Coliseu terá surgido inspirado no Colosso de Nero que era uma estátua gigante de bronze com 35 metros de altura que se encontrava ao lado do anfiteatro. Já agora uma curiosidade, sabiam que o Coliseu é o esboço principal para todo e qualquer estádio de futebol? 

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Cada piso/bancada era destinado a uma classe social sendo que também existia um camarote para o imperador e os seus convidados. Nos dias de muito calor, estendiam um enorme toldo (que se encontrava no topo do estádio) para proteger os espectadores do sol mas a arena nunca ficava à sombra. 

 

Aquando a sua inauguração, o imperador Tito (filho do imperador Vespasiano) realizou jogos durante 100 dias seguidos. Onde digo jogos deve-se ler execuções, batalhas navais (naumachie), combates entre gladiadores, caça e luta de animais. Nestes jogos, mais de 9 mil animais e 2 mil gladiadores perderam a vida no  campo de areia. 

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No início da história do Coliseu, os gladiadores que lutavam eram soldados em treino. No entanto, o avanço das épocas fez com que escravos, criminosos e prisioneiros se tornassem gladiadores. A designação para estes combatentes nasceu a partir do modelo de espada utilizada, a gladius. Em três séculos de combate mais de 10 mil gladiadores morreram naquela arena! 

 

Durante séculos, os romanos importavam animais do continente africano tais como elefantes, rinocerontes, girafas, leões. Viajavam das colónias romanas até à cidade italiana onde aí ficavam em pequenas jaulas (no subsolo) até serem levados pelos corredores para a arena onde apareciam após a abertura de um alçapão. 

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Já durante a Idade Média, a cidade foi atingida por um terramoto, o que afetou a estrutura. No entanto, durante muitos anos o Coliseu foi visto como um depósito de materiais de construção de vários arquitectos renascentistas, nomeadamente mármore e bronze que foram roubados e utilizados para construir vários monumentos católicos tal como a Basílica de São Pedro e o Palazzo Barberini.

 

Historiadores e cristãos ainda não chegaram a um consenso por falta de provas conclusivas sobre a perseguição cristã por parte dos romanos por isso, durante a visita nunca falam sobre esse aspecto. O fim das lutas foi marcado pelo imperador Flávio Honório já no ano 404 d.C.

 

INFORMAÇÕES:

Se escolherem um hotel perto da Via Sistina (a 5 minutos da Fontana di Trevi) terão que apanhar o metro ou um dos autocarros para o Coliseu. Eu tive um melhor amigo para andar por Roma, o City Mapper, uma app que permite saber quais os transportes disponíveis para o vosso destino, os valores e os horários. E o melhor é que funciona sem ser necessário internet, basta carregarem todas as informações antes de saírem do hotel e assim poupam dados móveis! 

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Para visitar o Fórum Romano e o Coliseu optámos por confiar numa agência de tours, a Endless Tour. Mas o que não faltam são opções e podem também comprar os bilhetes individuais porque ao contrário do que dizem são bastante mais baratos do que os pacotes destas agências. NO ENTANTO, nós queríamos mesmo fazer todas as visitas em Roma com um guia para aprendermos mais pormenores sobre a cidade com mais património da UNESCO. O valor do bilhete, na Endless Tour, para o Fórum e Coliseu é de 35€ (por pessoa, sem filas e sempre com o guia nos dois locais) enquanto que se comprarem diretamente no guiché será 15€ (com horas de filas e sem guias)

 

Deixei-vos algumas fotografias mas nem imaginam a quantidade de recordações que estão naquele cartão de memória! 

 

 

 

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