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Shi

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26
Set16

Passeios Sintrenses #3 Palácio Real de Queluz

Shi

Já sabem, que tudo o que é à borla o português aproveita e, claro que eu não sou excepção à regra. Há umas semanas soube pelo facebook dos Parques de Sintra que o palácio de Queluz ia abrir à noite ao público e gratuitamente. Apressei-me a fazer a inscrição e, por acaso,  tive a sorte de ser uma das 2500 permitidas.

 

Chegamos por volta das 20:30, meia hora depois da abertura e já havia fila, mas até foi razoavelmente rápido. E foi rápido porque entravam muitas pessoas ao mesmo tempo. Dava para andar e ver todas as divisões mas, para mim, que gosto de estar na minha e ler tudo, foi um bocado aborrecido não poder aproveitar em pleno a visita.

 

Ao longo da visita tivemos a companhia de um grupo de dança e teatro que, representaram a vida na corte. Apesar da ideia ser ótima e ter sido bem conseguida, acho que foi um dos aspectos que fez com que se criassem grupos e se atrasasse o passo.

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 O palácio é lindíssimo e, como já tem sido habitual, nos posts, vou fazer um género de roteiro. Para ser sincera, o mapa guia que nos deram à entrada de pouco ou nada serve. A informação está confusa e as divisões do palácio não estão todas assinaladas, portanto guiar-nos por la é quase uma aventura.

Bem, mas se não tivesse gostado não ia partilhar convosco esta visita e, tirando aquelas críticas construtivas, adorei. O homem atrás deste projecto, do século XVIII, foi D.Pedro de Bragança, futuro marido e rei consorte da rainha D.Maria I mais conhecida por A louca. A construção iniciou-se em 1755 e em 1794 já era a residência oficial da família real portuguesa.

Agora, vamos lá ver se consigo explicar melhor que o mapa guia: quem lá viveu primeiro foi o rei D.Pedro III e a rainha D.Maria I. Após a morte do rei, o seu sucessor foi um dos seus filhos D.João IV, devido à impossibilidade de reinar da rainha por motivos de saúde mental. Casado com a rainha D.Carlota Joaquina, D.João IV viveu no palácio até à fuga para o Brasil em 1807. 

Entretanto, ocorre aquele pequeno grande atrito entre os irmãos D.Pedro IV de Portugal (ou D.Pedro I do Brasil) e D.Miguel, filhos do rei D.João IV,  os liberalistas e os absolutistas e D.Pedro IV  abdica da sua posição para a filha D.Maria II. 

Durante o reinado de D.Maria II, o palácio foi um dos sítios onde passou mais tempo. A partir de 1834, ano de morte do pai de D.Maria II, o palácio deixou de ser local de eleição da família real. Na minha opinião, isso deve-se muito ao facto do parque e palácio da Pena estarem quase concluídos, pela mão de D.Fernando, marido de D.Maria II, mas isso já é outra história.

 

Quanto ao tipo de arquitetura pelas mãos de Mateus Vicente de Oliveira e posteriormente pelas de Manuel Caetano de Sousa, é dos últimos monumentos, na Europa, em estilo rococó. A primeira divisão tem o nome de sala de tronos e é das mais bonitas que já vi. As cores, os candeeiros, o teto e todo aquele ambiente que nos faz envolver é espetacular

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A visita continua para a sala da música, que é espaçosa, iluminada e com três espelhos decorativos lindíssimos. Não podia faltar o retrato da rainha D.Maria I, aliás como na maioria das divisões que têm representações dos reis e príncipes que ali fizeram história.

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Os quartos são absolutamente incríveis. Acordar e ter aquela vista para os jardins devia ser o pico de felicidade do dia, já que tinham tantos assuntos aborrecidos para tratar. As fotografias correspondem aos quartos de princesas porque todos os outros tinham pouca iluminação e as fotografias não saíram tão bem. 

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As próximas salas são (por odem): sala de jogo, sala de jantar, sala da tocha, sala dos arqueiros ou corpo da guarda, sala do despacho, sala de escultura ou de fumo, e sala dos embaixadores (as duas últimas). 

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E, agora o jardim... Acredito que, durante o dia seja mais vantajoso visitá-lo mas a riqueza em estátuas não ficou indiferente.  

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 O palácio de Queluz pertence ao grupo de monumentos gratuitos ao domingo para os sintrenses e, para quem não tem essa sorte pode aproveitar as happy hours, das 15:30h às 18:00h, e adquirir o bilhete por 8€ poupando 2€. Vale mesmo a pena visitar todos estes recantos que vos mostrei e aqueles que não consegui, como os corredores e alguns quartos. 

 

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